segunda-feira, 9 de junho de 2008

Queimadas continuam a destruir floresta brasileira

Queimadas continuam a destruir floresta brasileira
O relatório de Novembro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela a contínua degradação da floresta amazónica em detrimento das grandes áreas agrícolas e pecuárias.
A floresta brasileira corre o risco de diminuir nas imediações dos campos de cultivo, devido à falta de financiamento que poderia garantir métodos alternativos às queimadas, admitiu Homero Alves Pereira. O secretário de Desenvolvimento Rural e presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Mato Grosso (Famato), no Brasil, disse que esta situação se deve aos métodos utilizados, em especial às queimadas (prática que utiliza o fogo de forma controlada), que continuam a ser uma das causas da desflorestação da mata e floresta brasileira.Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), se nada for feito, milhares de hectares de floresta serão perdidos. Para já, é certo que a expansão da agricultura, em regiões próximas da floresta Amazónica, está a reflectir-se de uma forma acentuada no próprio meio ambiente.O estudo do IBGE sobre o desenvolvimento sustentável no Brasil, divulgado este mês de Novembro, revelou que não só aumentou a utilização de fertilizantes, assim como cresceu a prática das queimadas e os incêndios florestais. Estes métodos são utilizados com frequência para transformar uma densa mancha verde nativa em áreas específicas para a agricultura e pecuária.De acordo com a IBGE, que recorreu aos dados recolhidos por satélite, só em 2003, foram detectados no Brasil 213 mil focos de incêndio.No referido relatório, o presidente do IBGE, Eduardo Pereira Nunes, salientou que "a expansão da agricultura tem uma repercussão ambiental". Convém não esquecermos que a floresta é um recurso natural não-renovável.Pereira Nunes alertou ainda que se nada for feito, "as regiões a sul e leste da Amazónia [ainda intacta], que compreendem hoje o que se chama de arco de desmatamento (...) podem ser a próxima fronteira a ser destruída", anunciou no relatório divulgado pela IBGE.

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